Sandra Ávila – a doutora do jazz

 Quem a vê por trás dos imensos e minuciosos aparelhos do consultório de oftalmologia, sequer desconfia que a médica Sandra Ávila tem uma voz incrível e um talento ímpar nos palcos. Desde o início da faculdade de medicina, Sandra conciliou o canto lírico, que estudou com a solista Neyde Thomas, e as atividades com o Coral Madrigal, e, depois com o Coral Sinfônico do Guaíra, com os livros.  Sorte nossa!

Sua paixão pelas divas Ella Fitzgerald e Shirley Horn brindam a plateia curitibana com sessões pra lá de elegantes de boa música. Com dois CDs lançados com retumbante sucesso em 2000 e 2008, Sandra se prepara para lançar um DVD, feito em parceria com o cineasta Beto Carminatti. O projeto ainda está sendo mantido em segredo, mas deve ter um ar mais pop. O que não significa menos qualidade ou refinamento. Afinal, sua carreira já nasceu brilhante: seu primeiro CD Veludo teve a participação de ninguém menos que Ivan Lins, na Faixa Love Dance.

No último dia 20 de maio, a moça estrelou o espetáculo Tributo a Cole Porter, em comemoração aos 125 anos de nascimento de um dos maiores compositores norte-americanos, no Guairinha. No próximo 17 de junho, repete a dose e faz o espetáculo no Dizzy Café Concerto.

Merecidamente premiada, Sandra foi ganhadora do prestigiado troféu Saul Trumpet por três anos consecutivos, nas categorias melhor arranjo de CD (2000), melhor cantora do Paraná (2001) e melhor show do ano (Midnight Time, 2002).  Organizou um belíssimo concerto com a big band  Curitiba Jazz Orquestra no grande auditório do Teatro Positivo, sob direção de Rogerio Leitum, e a gravação ao vivo dos shows em que participou para a Rádio e TV Educativa do Paraná, “Mulheres cantam Jazz” e “Elis”.

Sandra leva a medicina e a música com extrema dedicação. “Divido minha atenção com base no tempo. Durante o horário comercial, estou totalmente ligada na oftalmologia e em meus pacientes. Depois das 18 horas, minha atividade é a música”, conta.

Qual sua apresentação mais marcante? Não dá para destacar apenas uma. Porém, uma das mais especiais foi no início de minha carreira, no teatro da Federação Espírita do Paraná, com Jeff Sabbag. Lá, ao lado de um piano de cauda Steinway & Sons e diante de uma grande audiência, percebi que nunca mais deixaria a música de lado.

Além  do jazz, que estilos gosta de cantar?  Já cantei pop, além de bossa nova e MPB e atualmente estou bem focada no jazz.

Apreciadora das boas coisas da vida, você tem algum outro hobby? Sou recém-formada em um curso de sommelier no Centro Europeu e tenho me dedicado a estudar e degustar as nuances e particularidades dos vinhos e suas variedades.

E na área artística, quais as novidades?  Estou estudando Teatro Musical, no projeto Broadway.

 

 

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